Caos persiste no Hospital da Região Leste com elevadores inoperantes
O Conselho de Saúde do Distrito Federal voltou a denunciar, nesta quinta-feira (16), a grave situação estrutural do Hospital da Região Leste, conhecido como Hospital do Paranoá. Durante vistoria realizada pela manhã, foi constatado que apenas um dos quatro elevadores da unidade está em funcionamento — um problema antigo que, segundo o colegiado, persiste há mais de dois anos.
Um vídeo foi registrado com as condições enfrentadas diariamente por pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. A limitação no transporte interno da unidade tem gerado preocupação não apenas pelo desconforto, mas principalmente pelos riscos associados, como a possibilidade de contaminação cruzada e a dificuldade de remoção de pacientes em casos de urgência e emergência.
O Conselho alerta ainda para o risco de sobrecarga do único elevador em operação, o que pode ocasionar falhas técnicas e até acidentes graves. “Estamos falando de uma situação que coloca vidas em risco. Não é apenas um problema estrutural, é uma questão de segurança e dignidade no atendimento à população”, afirmou o presidente do Conselho de Saúde, Marco Antonio.
Na última segunda-feira, representantes do Conselho protocolaram um ofício junto ao Governo do Distrito Federal solicitando intervenção imediata na unidade. O documento foi entregue à governadora Celina Leão, que, segundo os conselheiros, se comprometeu a adotar providências para solucionar os problemas apontados.
No entanto, até o momento, nenhuma medida concreta foi implementada, o que aumenta a preocupação dos conselheiros e da comunidade local. Para o presidente Marco Antonio, a situação reflete um cenário mais amplo de negligência com a saúde pública. “O que vemos no Hospital da Região Leste é o retrato de anos de descaso. A população não pode continuar sendo exposta a esse tipo de risco”, reforçou.
O Conselho de Saúde destaca que seguirá acompanhando o caso e cobrando soluções efetivas por parte do poder público. A entidade também ressalta que, em condições semelhantes, unidades privadas poderiam ser alvo de interdição por órgãos de fiscalização sanitária.
Enquanto isso, usuários do sistema público de saúde seguem enfrentando dificuldades e aguardando respostas que garantam condições mínimas de atendimento e segurança.

